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Oposição Unida: Nove partidos fecham aliança para 2018 e taxam atual gestão de

13/02/2017 às 16:20

Fonte: Da Redação com FM

Dirigentes de nove partidos que fazem oposição ao Governo do Estado se reuniram nesta segunda-feira e começaram a traçar estratégias para as eleições de 2018. As legendas buscam formar um grupo para enfrentar o governador Pedro Taques (PSDB), que deve ser candidato a reeleição.

Presidente regional do PP, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) afirmou que “é cedo citar nomes”, mas confirmou que existem tratativas para definir um candidato ao Palácio Paiaguás, sede do poder executivo estadual. “Estamos escrevendo com outros partidos um projeto em 2018 para Mato Grosso. É cedo citar nomes. Mas estamos buscando novos quadros. Aí não é só o PP, é também pessoas que já tem serviços prestados”, disse o deputado federal.

Além do PP, compareceram a reunião dirigentes do PMDB, PR, PPS, PSC, PC do B, PTB, PDT e PT. Algumas das siglas estiveram no arco de alianças de Pedro Taques (PSDB) em 2014 e mostram descontentamento como o tucano vem conduzindo o Estado. 

Ezequiel Fonseca chegou a declarar que o modelo proposto a população há dois anos “fracassou”. “Nós entendemos que Mato Grosso precisa de uma construção nova. O que está colocado foi ruim e a população não tem boas perspectivas para o futuro com o desempenho da atual gestão”, disse.

O deputado do PP explicou que a situação atual fez as legendas anteciparem o diálogo eleitoral. “O descontentamento é tão grande que tivemos que antecipar a discussão prevista para 2018”. Ele afirmou ainda que outros partidos que faziam parte da base de sustentação do governador Pedro Taques também estão em “conversação”, mas evitou detalhar nomes.

Presidente regional do PMDB, o deputado federal Carlos Bezerra fez críticas a atual gestão de Mato Grosso afirmando que considera um “analfabetismo” não saber que a “política é uma ciência de Estado”, fazendo referência a uma suposta preferência de Pedro Taques por quadros técnicos no início de seu governo. Já o senador Wellington Fagundes (PR), que é pré-candidato ao palácio Paiaguás, seguiu a mesma linha.

Ele afirmou, no entanto, que o governador tem tentado mudar a postura a partir deste ano. “O Governo era extremamente fechado, sem partidos. Agora a situação está complicada e ele abre de forma desenfreada”, alertou. 

Apesar de não citar nomes, alguns já vem sendo cotados nos bastidores políticos para encabeçar uma chapa ao Palácio Paiaguás em 2018. Os principais são do senador Wellington Fagundes, do Secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura e Abastecimento, Neri Geller, e o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), o conselheiro Antônio Joaquim, que irá se aposentar no final do ano e já sinalizou que deve se filiar ao PMDB.

PP NO GOVERNO

Embora tenha feito críticas ao governo de Mato Grosso, e ao governador Pedro Taques, Ezequiel Fonseca adotou um tom mais ameno durante a entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Record) no início da tarde desta segunda-feira. Ao ser questionado sobre a negativa do PP em assumir a Secretaria Estado de Agricultura Familiar, o deputado respondeu que o partido não aceitou por não possuir “representação na Assembleia Legislativa” e que entende que a sigla “vai continuar no governo, sem estar no governo”.  “O PP entendeu que como não temos deputados estaduais que não poderiam contribuir com o Pedro Taques na Assembleia Legislativa, ficaria muito ruim ter apenas os cargos. Mas entendemos que vamos continuar no governo, sem estar dentro do governo”.