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Operação Sodoma 5: Juíza manda bloquear R$ 6 mi de Silval Barbosa e mais 6 por desvio de R$ 8 milhões

14/02/2017 às 17:20

Fonte: Da Redação com RDNews

A juíza titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, determinou o bloqueio de mais de R$ 6,1 milhões das contas bancárias do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e outras seis pessoas, além de seis empresas. A decisão integra o recebimento da denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual que resultou na deflagração da 5ª fase da Operação Sodoma, na manhã desta terça (14).

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 Trecho da decisão onde magistrada aponta montante que organização criminosa da Sodoma desviou

Conforme o despacho, a magistrada ordenou o bloqueio de pouco mais de 5,8 milhões das contas de Silval, do ex-chefe de gabinete Sívio Corrêa de Araújo, bem como dos ex-secretários José de Jesus Cordeiro Nunes, Valdisio Julian Viriato e Francisco Faiad. Com relação a este montante, a indisponibilidade também foi lançada sobre as contas bancárias de Advocacia Faiad Ltda, de propriedade de Faiad, além de KV Energia Ltda., Bvpx Automotiva Ltda., Bvpx Cambóriu Ltda. e Emavi Investimentos e Participações S.A, todas pertencentes a Viriato.

A juíza determinou ainda o bloqueio de R$ 300 mil das contas de Wanderley Facheti Torres e Rafael Yamada Torres, bem como da empresa Trimec - Construções e Terraplanagem Ltda., da qual ambos são empresários e administradores.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que os administradores das empresas Marmeleiro Auto Posto Ltda. e Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda., procederam entre abril a dezembro de 2014, pagamento de propina solicitado pela organização criminosa por intermédio de César Zílio, Faiad e Pedro Elias, somando ao final deste período, o enriquecimento ilícito da organização em pouco mais de R$ 3 milhões.

Neste sentido, a denúncia narra que o grupo teria promovido durante fevereiro a agosto de 2013, desvio de dinheiro público, inserindo falsamente consumo de combustível nas melosas da secretaria de Transportes da antiga Sinfra, atingindo a cifra de R$ 1,7 milhão, destinados ao pagamento de dívida de campanha eleitoral do grupo político de Silval, em 2012. Esta ação só teria sido possível graças à participação de Juliano Volpato, Edésio Corrêa e os servidores da secretaria de Transportes, Alaor Zeferino e Diego Marconi.

“A referida organização criminosa, auxiliada por servidores e empresários durante o período de setembro de 2013 até outubro de 2014, manteve um esquema de inserção de consumo fictício de combustível, provocando desvio de receita pública para o enriquecimento ilícito dos membros e dos empresários aos quais foi destinada parte do pagamento propina da SAD”, observa a magistrada.

Deste modo, os empresários Juliano Volpato e Edésio Corrêa teriam desviado em favor da organização o montante em propina de R$ 1,4 milhão, resultantes de 18 parcelas de R$ 80 mil mensais. Além disso, teriam se apropriado de R$ 999,5 mil resultantes de desvios realizados durante setembro de 2013 a outubro de 2014, consistente em R$ 112 mil qualificados como sobra em favor da Trimec e R$ 200 mil, qualificados como sobra das inserções.

Na decisão, a juíza ressalta que o valor total desviado e confessado por Edésio foi de R$ 687,5 mil. Nesta linha, analisa que tudo indica que esta mesma organização teria obtido vantagem indevida de R$ 3 milhões exigidos para que os fornecimentos fossem pagos em atraso e com a inserção de consumo falso de combustível junto à pasta de Transporte, o que teria resultado em dano erário equivalente a R$ 5,1 milhões. O total de desvio apontado pelo Ministério Público é de R$ R$ 8,1 milhões.